Parques Eólicos: 5 Maiores no Nordeste

Os maiores parques eólicos do Nordeste somam gigawatts de capacidade instalada e são liderados por cinco grandes complexos: Complexo Eólico Cajuína, Complexo Eólico Rio do Vento, Complexo Eólico Lagoa dos Ventos, Complexo Eólico Chafariz e o Complexo Eólico Umburanas. Além disso, a região Nordeste responde por mais de 90% da produção de energia eólica do Brasil, impulsionada pelos ventos constantes e fortes (ANEEL, 2025).

Se você quer saber sobre a produção de energia limpa no Brasil, entender como funciona cada parque eólico no Nordeste ajuda muito. Afinal, essa informação mostra a força da região na geração de eletricidade no país. Nesse cenário, o Nordeste virou o principal polo de energia dos ventos da América Latina. Por isso, mostramos abaixo os cinco maiores projetos em funcionamento e expansão na região.

Quais são os 5 maiores parques eólicos do Nordeste?

Cada parque eólico no Nordeste aproveita muito bem o clima e a geografia do local. Por exemplo, a força dos ventos e o terreno plano garantem rajadas contínuas. Com isso, as usinas conseguem produzir muito mais energia do que a média mundial.

Complexo Eólico Lagoa dos Ventos (Piauí)

Localizado no Piauí, este grande parque eólico no Nordeste é considerado o maior em operação na América Latina. Atualmente, ele é administrado pela empresa Enel Green Power. De fato, o local tem capacidade para gerar mais de 1,2 GW de energia após suas últimas ampliações (Enel Green Power, 2024).

Além disso, o projeto ocupa uma grande área que passa por cidades como Lagoa do Barro do Piauí e Queimada Nova. Seus vários geradores produzem energia suficiente para abastecer mais de 3 milhões de casas brasileiras por ano. Assim, a usina evita a poluição do ar com gases nocivos. Portanto, este local continua como a maior referência de energia renovável da região.

Também foi preciso construir linhas de transmissão próprias para ligar os geradores à rede de energia do país. Por causa disso, o projeto mudou a economia das cidades vizinhas. Como resultado, áreas simples do sertão viraram centros de alta tecnologia.

Aerogeradores brancos de um grande parque eólico no Nordeste instalados na paisagem natural da Caatinga no Piauí.

Complexo Eólico Rio do Vento (Rio Grande do Norte)

Com sede no Rio Grande do Norte, o Complexo Eólico Rio do Vento é um importante parque eólico no Nordeste. Criado pela empresa Casa dos Ventos, ele está entre os maiores projetos do mundo. Hoje, sua capacidade planejada é de cerca de 1,06 GW (Casa dos Ventos, 2024).

O projeto abrange cidades como Pedra Preta, Caiçara do Rio do Vento e Lajes. A chegada da usina ajudou muito a economia local com a criação de empregos diretos. Da mesma forma, gerou renda para os moradores através do aluguel de terras rurais. Afinal, o vento vindo do oceano Atlântico garante a alta produção da usina.

Enquanto isso, a energia gerada entra direto na rede elétrica do Brasil. Dessa maneira, a eletricidade produzida no sertão chega aos consumidores de outros estados. Além disso, as turbinas modernas conseguem gerar energia até quando o vento diminui um pouco.

Complexo Eólico Cajuína (Rio Grande do Norte)

Também no Rio Grande do Norte, o Complexo Eólico Cajuína é outro parque eólico no Nordeste muito grande. O projeto é feito e administrado pela Casa dos Ventos com foco em alta produção. Assim, ele tem capacidade para gerar mais de 1,4 GW somando todas as suas etapas (ABEEólica, 2025).

Localizado no Seridó potiguar, o parque se destaca pelo uso de turbinas de última geração. Essas torres são mais altas e possuem hélices maiores. Esse formato ajuda a pegar os ventos mais fortes no alto. Por esse motivo, o projeto Cajuína é essencial para vender energia diretamente para grandes empresas.

Além disso, a empresa faz parcerias com indústrias que consomem muita eletricidade. Com isso, o projeto ajuda essas marcas a diminuírem a poluição do meio ambiente. Consequentemente, atende a regras de sustentabilidade com contratos de longo prazo.

Complexo Eólico Umburanas (Bahia)

O Complexo Eólico Umburanas fica na cidade de Sento Sé, na Bahia, e é mais um grande parque eólico no Nordeste. Administrado pela ENGIE Brasil Energia, o projeto gera cerca de 360 MW (ENGIE Brasil, 2024). Para alcançar esse número, o local reúne 144 torres de vento divididas em 18 pequenos parques.

Além da importância para a rede elétrica, o projeto trouxe investimentos para o semiárido. De fato, a empresa aplicou recursos em melhorias sociais e ambientais na comunidade. Assim, a energia limpa de Umburanas se junta à produção de outro parque vizinho, o Campo Largo. Como resultado, a Bahia formou um dos maiores polos de energia renovável do país.

Para fazer a obra, foi preciso construir e asfaltar várias estradas rurais na região. Essas novas vias facilitaram o transporte dos moradores entre os povoados. Da mesma forma, melhoraram o escoamento dos produtos agrícolas da região.

Complexo Eólico Chafariz (Paraíba)

Localizado no sertão da Paraíba, o Complexo Eólico Chafariz é outro importante parque eólico no Nordeste. Administrado pela Neoenergia, o local gera 471 MW de energia (Neoenergia, 2024). Essa força total fica dividida entre 15 parques de vento ligados entre si.

O projeto passa por cidades importantes como Santa Luzia, São José de Espinharas e Passagem. Além disso, a usina foi construída já conectada à rede de transmissão. Dessa forma, a eletricidade gerada segue sem perdas para todo o Brasil. Em resumo, essa obra é o maior projeto de vento da Neoenergia na região.

Além das torres de vento, o parque precisou de uma estação própria de energia. Do mesmo modo, foram instalados longos cabos para transportar essa eletricidade. Portanto, essa estrutura ajusta a energia para que ela viaje com segurança por longas distâncias.

Resumo Comparativo dos Maiores Complexos

A tabela abaixo mostra os dados principais dos maiores projetos eólicos da região.

Complexo EólicoEstadoCapacidade Aprox. (MW/GW)Empresa Responsável
Lagoa dos VentosPiauí~1,2 GWEnel Green Power
CajuínaRio Grande do Norte~1,4 GW (Capacidade Total)Casa dos Ventos
Rio do VentoRio Grande do Norte~1,06 GWCasa dos Ventos
ChafarizParaíba~471 MWNeoenergia
UmburanasBahia~360 MWENGIE Brasil
Detalhe das pás de uma turbina em um parque eólico no Nordeste sob o céu azul.

Impactos Socioambientais e Econômicos dos Parques Eólicos

A chegada de um parque eólico no Nordeste traz mudanças profundas para a região. Por um lado, o crescimento desses projetos ajuda o país a usar energia limpa e movimenta o dinheiro local. Por outro lado, traz desafios ambientais e sociais que precisam de acompanhamento constante.

Pontos Econômicos Positivos e Desafios

A construção dos parques atrai grandes investimentos privados para os estados. Durante as obras, surgem muitos empregos diretos e indiretos para os moradores. As vagas são voltadas para construção civil, montagem das máquinas e transporte de materiais. Ao mesmo tempo, as prefeituras cobram mais impostos e conseguem mais recursos para investir nas cidades.

Para quem mora no campo, o aluguel da terra para as torres garante um dinheiro fixo todo mês. As famílias de agricultores ganham uma renda regular que não depende do tempo ou das plantações. Porém, quando as obras acabam, o número de vagas de emprego cai bastante. Por isso, são necessários programas de capacitação profissional para a fase operacional.

Desafios Naturais e Locais

Na parte ambiental, a troca de usinas poluidoras por energia do vento reduz a emissão de gases estufa. Porém, na área do parque, a instalação das torres exige a retirada de vegetação nativa da Caatinga. Por conta disso, as empresas precisam realizar projetos de reflorestamento e conservação.

Além disso, a fauna local, principalmente aves e morcegos, corre o risco de colisão com as pás em movimento. Já nas comunidades vizinhas aos parques, os moradores às vezes reclamam do ruído das máquinas. Da mesma forma, comentam sobre a sombra intermitente que as hélices fazem nas casas durante o pôr do sol.

Perguntas Frequentes Sobre os Parques Eólicos do Nordeste

Por que o Nordeste é bom para parques eólicos?

A região tem um clima muito bom, com ventos fortes que sopram sem parar o ano todo. Por isso, cada parque eólico no Nordeste consegue um aproveitamento acima de 50%. Com isso, a produção fica bem maior do que a média de outros países, conforme acompanhado em tempo real pelos dados do Portal da ANEEL (EPE, 2024).

Qual é o estado do Nordeste que produz mais energia eólica?

Hoje, a Bahia e o Rio Grande do Norte são os estados que lideram a produção de energia do vento no Brasil (ANEEL, 2025). Logo depois, o Piauí e o Ceará também aparecem com destaque nacional no setor.

Como funciona o aluguel de terras para os parques eólicos?

Os donos das terras assinam contratos de longo prazo com as empresas de energia, que duram de 20 a 30 anos. A partir disso, as empresas pagam um valor baseado na quantidade de energia produzida no local. Outra opção é pagar um valor fixo pelo tamanho da terra usada, garantindo renda para o proprietário.

Qual Parque Eólico Alinha-se ao Seu Interesse de Pesquisa?

O avanço de cada parque eólico no Nordeste mostra como a região virou o principal motor de energia limpa do Brasil. Consequentemente, acompanhar esses projetos ajuda a entender o futuro da eletricidade no país. Portanto, essa análise ajuda tanto investidores quanto estudantes de meio ambiente e infraestrutura.

Para se aprofundar na geografia da geração limpa nacional, leia nosso conteúdo sobre o Parque Eólico: 5 Maiores do Brasil.

Ficou com alguma dúvida sobre como funcionam os parques de vento na região? Então, deixe sua pergunta nos comentários para conversarmos mais. Além disso, leia também nosso texto completo sobre como a energia eólica é enviada para o resto do Brasil.

Fontes e Referências

  • ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). Boletim Anual de Dados da Eólica Brasileira, 2025.
  • ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). SIGEL – Sistema de Informações de Geração da ANEEL, dados atualizados em 2025.
  • Casa dos Ventos. Relatório de Sustentabilidade e Projetos Eólicos, 2024.
  • Enel Green Power. Dados Operacionais do Complexo Lagoa dos Ventos, 2024.
  • ENGIE Brasil Energia. Demonstrações Financeiras e Operacionais, 2024.
  • EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Balanço Energético Nacional (BEN), 2024.
  • Neoenergia. Dados Técnicos do Complexo Eólico Chafariz, 2024.

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