Decidir o rumo de um grande projeto de energia no Brasil é um desafio. Geralmente, a principal dúvida dos investidores é escolher entre energia solar ou eólica para os seus negócios. Esse tipo de aplicação atrai grandes fundos de investimento e empresas. Afinal, todos buscam lucros seguros e querem ajudar a proteger o meio ambiente.
Atualmente, essas duas fontes de energia crescem muito no país. De fato, a busca mundial por fontes limpas impulsiona esse avanço. Além disso, as empresas procuram cada vez mais os créditos de carbono hoje em dia.
Contudo, dizer que uma tecnologia é sempre melhor que a outra é um erro. Por isso, a escolha ideal para ganhar mais dinheiro depende de pontos técnicos.
Nesse sentido, o lucro muda conforme o local do projeto. Do mesmo modo, dependemos das linhas de transmissão da região e do tipo de financiamento. Portanto, entender as diferenças básicas entre energia solar ou eólica no Brasil é o único caminho seguro para proteger o seu dinheiro.
Geração e Eficiência: Como Escolher Entre Energia Solar ou Eólica?
Para saber se uma grande usina vai dar lucro, olhar apenas a potência não basta. Na verdade, o investidor precisa saber quanta energia real a usina entrega. Ademais, é preciso entender como o mercado calcula o preço dessa energia ao longo do dia.
Por consequência, você deve analisar a produção de cada tecnologia por megawatt instalado. Assim, essa análise exige olhar o Fator de Capacidade e o preço horário da energia ao escolher entre energia solar ou eólica.
Eficiência Avançada da Tecnologia na Disputa Solar ou Eólica
O mercado mundial elogia muito os parques eólicos do Brasil. Particularmente, eles se destacam em estados do Nordeste, como Bahia e Rio Grande do Norte. Com efeito, essas usinas possuem o melhor aproveitamento de vento do planeta.
Sabemos que a média mundial da energia eólica costuma ser mais baixa. Por outro lado, as usinas bem localizadas no Brasil conseguem manter um aproveitamento entre 45% e 55% ao ano.
Certamente, o forte ritmo dos ventos da região gera essa grande eficiência. Isto porque esses ventos sopram sempre para a mesma direção e sem falhas. Além disso, a velocidade média do vento é ideal para girar as turbinas.
Adicionalmente, no cenário brasileiro, os ventos sopram com mais força durante a noite. Assim, cria-se uma combinação perfeita com os horários em que o país mais precisa de energia.
No entanto, o investidor deve lembrar que o vento muda conforme a época do ano. Com efeito, o segundo semestre concentra a maior parte da produção. O setor, inclusive, chama esse período de “safra dos ventos”.
Portanto, essa produção previsível faz do vento um ativo muito seguro. Dessa maneira, ele funciona muito bem para contratos de longo prazo. Dessa forma, o investidor foge das mudanças rápidas de preço na disputa entre energia solar ou eólica.

Volume Bruto vs. Janela Diurna na Matriz Solar ou Eólica
Em contrapartida, as usinas solares de grande porte funcionam de um jeito totalmente diferente. É claro que o Brasil recebe muito sol em estados como Minas Gerais e no interior do Nordeste. Contudo, a produção de energia ocorre apenas durante o dia, enquanto o sol brilha.
Com o propósito de acompanhar o crescimento dessa fonte, os investidores olham os relatórios oficiais do setor. Nesse sentido, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publica esses dados de planejamento nacional. Logo, esses papéis mostram que o aproveitamento do sol no Brasil fica entre 24% e 30%.

O Impacto do Preço Horário na Decisão Solar ou Eólica
Por analogia, o fato de gerar energia só de dia traz um desafio financeiro no mercado de curto prazo. Historicamente, as regras de preço são coordenadas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Todavia, com a chegada de muitas usinas solares, o mercado começou a sofrer com a chamada “curva pato”.
Especificamente, por volta do meio-dia, centenas de usinas solares geram energia ao mesmo tempo. Como resultado, sobra energia na rede elétrica do país nesse horário. Consequentemente, o preço da energia cai muito e atinge o valor mínimo permitido por lei.
Obviamente, esse cenário prejudica o investidor que vende energia sem un contrato fixo de longo prazo. Afinal, essa queda de preços derruba o lucro planejado.
Portanto, ao calcular o ganho de um projeto de energia solar ou eólica, não mude os dados usando apenas uma média simples. Em vez disso, o planejador deve olhar o valor real da energia em cada hora do dia. Assim, você conhece o risco real das horas de sol forte.
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Estrutura de Custos de CAPEX e OPEX para Energia Solar ou Eólica
Em primeiro lugar, o custo para criar e construir o projeto se chama CAPEX. Sem dúvida, esse valor inicial pesa muito no plano financeiro.
Entretanto, investidores experientes sabem que o sucesso também depende do OPEX, que é o custo para manter a usina funcionando. Além do mais, o analista precisa calcular a perda de rendimento dos equipamentos ao longo dos anos para decidir entre energia solar ou eólica.
Abaixo, mostramos os dados financeiros médios do mercado de energia no Brasil:
| Item Analisado | Usina Solar Grande | Parque Eólico Grande |
| Custo Inicial por MW (CAPEX) | R$ 2,0 a R$ 2,5 milhões | R$ 4,5 a R$ 5,5 milhões |
| Custo de Manutenção Anual (OPEX) | 0,5% a 1,0% do ganho | 2,5% a 4,0% do ganho |
| Perda de Eficiência por Ano | 0,5% a 0,8% (painéis) | 0,2% a 0,3% (turbinas) |
| Eficiência após 25 Anos | ~80% a 82% do início | ~92% a 95% do início |
| Tempo de Obra Médio | 12 a 18 meses | 24 a 36 meses |
| Retorno do Investimento por Ano | 14% a 18% ao ano | 16% a 22% ao ano |
| Tempo para Recuperar o Dinheiro | 6 a 7 anos | 7 a 9 anos |
Fontes: Dados baseados em relatórios da ABSOLAR, ABEEólica e regras de financiamento do BNDES.
Custos Iniciais e Logística em Projetos
De um lado, montar uma usina solar custa bem menos no começo. Isso ocorre porque os painéis solares possuem encaixes simples e padronizados. Consequentemente, a obra anda mais rápido e reduz os gastos com juros durante a construção.
Por outro lado, a estrutura dos parques eólicos exige uma engenharia civil pesada. Por exemplo, a empresa precisa construir torres de aço ou concreto mais altas que um prédio de 40 andares.
Ademais, as transportadoras sofrem para levar pás de mais de 70 metros por estradas ruins. Igualmente, a montagem exige guindastes gigantes e muito caros. Por isso, o projeto eólico custa mais caro desde o primeiro dia na escolha entre energia solar ou eólica.
Desgaste e Durabilidade dos Ativos
Em contrapartida, o investidor de longo prazo precisa calcular o desgaste das peças. Como vimos, os painéis solares perdem rendimento aos poucos devido ao sol forte e à chuva. A exposição ao tempo causa esse efeito direto. Como resultado, o dono aceita uma perda de até 20% da capacidade após 25 anos de uso.
Sob o mesmo ponto de vista, as turbinas eólicas sofrem um grande esforço mecânico todos os dias. Apesar disso, elas mantêm uma geração mais firme ao longo dos anos, com pouca perda de eficiência. Desse modo, a maior durabilidade do vento compensa o gasto da montagem. Logo, esse fator equilibra o custo maior do início na disputa de energia solar ou eólica.
Custo de Operação em Projetos
No quesito manutenção, a simplicidade manda no custo de cada modelo. Pois, uma usina solar não se mexe. Portanto, o sistema não tem peças móveis que quebram fácil, exceto os motores que giram os painéis atrás do sol.
Por conseguinte, o custo para cuidar da usina solar é muito baixo, ficando perto de 0,5% a 1% do ganho bruto. Principalmente, o trabalho se resume a limpar os painéis com o intuito de tirar a poeira. Também inclui cortar o mato do terreno e checar os aparelhos elétricos.
Em oposição, um parque eólico exige mecânicos especializados e peças caras. Isto é, os ventos fortes gastam muito as engrenagens, geradores e rolamentos das torres.
Por exemplo, trocar uma peça a 100 metros de altura exige guindastes especiais. Inclusive, o aluguel dessas máquinas custa milhares de reais por dia. Além disso, o projeto precisa de técnicos morando no local e contratos longos com os fabricantes. Por conseguinte, isso eleva o custo de manutenção do vento para até 4%, diminuindo o lucro se a gestão falhar na escolha entre energia solar ou eólica.
O Que Ninguém Te Conta: Riscos Ocultos da Energia Solar ou Eólica
Com efeito, planos financeiros baseados apenas em promessas de vendedores trazem perigos. Afinal, seu dinheiro corre riscos reais se você esquecer os problemas atuais do mercado. Nesse contexto, existem pontos travados que os eventos do setor quase não discutem abertamente ao avaliar energia solar ou eólica:
Linhas de Transmissão Cheias Afetam Projetos de Energia
Antes de tudo, as empresas constroem usinas de energia solar ou eólica muito rápido no Brasil. Contudo, o ritmo das obras é mais veloz que a construção de novas linhas de transmissão pelo governo.
Dessa forma, comprar um projeto pronto para construir não garante que você vai conseguir entregar a energia. De fato, vários investidores sofrem com atrasos para conseguir a vaga de conexão com a rede elétrica. Inquestionavelmente, a falta de espaço nas linhas causa esse problema. Por consequência, a empresa gasta dinheiro com taxas sem conseguir faturar nada.
O Risco de Desligamento Sem Indenização em Projetos Solar ou Eólica
Do mesmo modo, por falta de espaço na rede, o governo manda desligar várias usinas em tempo real para proteger o sistema. Certamente, essa ação afeta projetos de energia solar ou eólica. No entanto, o grande problema é que esses cortes acontecem quase sempre sem nenhum pagamento de indenização para o dono da usina.
Isso significa que sua usina pode ter sol ou vento perfeitos, mas o sistema obriga os aparelhos a desligarem. Como resultado, você perde faturamento naquele mês. Inclusive, essas perdas por curtailment já passam de 3% a 7% do ganho do ano em regiões com redes cheias.
Evite os riscos de desligamento da rede: Leia nosso texto e entenda Como Usar Baterias BESS em Contêineres para guardar a energia que a rede rejeitou e evitar a perda de dinheiro.
Planejamento de Projetos: Como Estruturar
Por todos esses motivos, desenvolver uma usina exige seguir regras de leis rígidas. Afinal, vários órgãos do governo cuidam desse processo. Caso contrário, pular qualquer etapa traz multas pesadas. Além disso, o governo pode cancelar a autorização do projeto, seja ele de energia solar ou eólica.
Em termos práticos, o trabalho começa medindo a força do sol ou do vento no terreno escolhido. Na sequência, avançam os estudos para conseguir as licenças ambientais. Logo após, the terceiro passo é negociar a vaga na rede elétrica com o governo. Por fim, a agência reguladora libera a outorga final para iniciar as obras de energia solar ou eólica.
1. Medição do Sol ou do Vento para Projetos
Primeiramente, a escolha da terra segue regras fixas. No caso de projetos solares, buscam-se terrenos planos e limpos. Ademais, evita-se áreas com florestas difíceis de tirar. Posteriormente, os engenheiros cruzam esses dados de satélite com mapas de calor.
Por outro lado, nos projetos de vento, a exigência da lei é muito maior. Sabemos que os bancos não aceitam dados estimados para aprovar o dinheiro do vento. Por isso, a empresa precisa instalar torres de medição reais no terreno.
Com efeito, essas torres possuem sensores muito precisos regulados em laboratório. Assim, elas precisam medir o vento minuto a minuto por pelo menos 36 meses seguidos. Logo, os computadores usam esses dados de campo para gerar as certificações de vento P50 e P90, garantindo que o investimento é seguro.
2. Licenças Ambientais para Projetos
Com o intuito de evitar problemas na justiça, a parte ambiental divide muito os dois setores no Brasil. Por exemplo, as usinas solares não fazem barulho e não atrapalham os animais locais. Além disso, o impacto visual fica restrito ao terreno. Consequentemente, os governos estaduais liberam as licenças da energia solar bem mais rápido e com estudos simples.
Por outro lado, os complexos eólicos enfrentam processos longos e demorados. Isto ocorre porque o tamanho gigante das torres traz riscos de batida para os pássaros da região. Também existe o problema do barulho constante das pás perto de vilas.
Por essa razão, projetos de vento exigem estudos ambientais completos e profundos. Em em suma, o processo pede reuniões com a comunidade e o monitoramento da fauna local sob a fiscalização do IBAMA.
3. Contrato de Ligação com a Rede
Finalmente, com as licenças na mão, a empresa pede a vaga oficial de ligação com a rede elétrica. O objetivo principal é garantir o Parecer de Acesso. Como se sabe, esse papel detalha como a usina vai se conectar com o país. Além disso, o documento avisa quais obras o investidor terá que pagar para reforçar a subestação da região.
Posteriormente, com a vaga garantida e as licenças em dia, o governo emite a autorização final. Dessa forma, esse documento permite que a usina de energia solar ou eólica funcione e venda energia no Brasil por 35 anos.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Como funcionam os Parques Híbridos (Sol e Vento juntos) no Brasil?
Antes de tudo, juntar as duas fontes em uma única usina é uma das melhores saídas do mercado atual. Atualmente, a ANEEL permite e organiza essa união por meio de regras específicas criadas pela Resolução Normativa nº 954/2021.
Portanto, ao usar a mesma estrutura para o sol e o vento, o investidor economiza até 20% no custo de ligação com a rede elétrica. De fato, a grande vantagem é a complementaridade meteorológica. O sol gera energia de dia e o vento gera energia com mais força à noite. Isso ajuda a usar melhor o contrato de transmissão e evita cortes do governo.

Quais são as regras do BNDES para financiar energia solar ou eólica?
Nesse sentido, o BNDES e outros bancos públicos criam linhas de crédito longas que pagam até 80% do custo total da usina. Contudo, o banco exige o credenciamento de equipamentos junto ao sistema Finame.
Isso significa que, para conseguir juros baixos, as fábricas parceiras precisam montar os painéis e as peças das torres dentro do país. Em contrapartida, a fonte solar, por ser mais barata, tem encontrado barreiras menores de aprovação em bancos particulares do que a infraestrutura de vento.
Estratégia de Dinheiro no Mercado Livre
Em conclusão, criar um plano de investimento seguro exige alinhar o tamanho do seu dinheiro com o risco que você aceita correr e as condições de sol ou vento do local escolhido, decidindo de forma prática por energia solar ou eólica.
Projetos para Orçamentos Médios (Até R$ 100 Milhões)
Por exemplo, se o limite de dinheiro da sua empresa fica entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões, a energia solar é a escolha mais lógica. Com efeito, com esse valor, o melhor caminho é focar em pequenas usinas voltadas para o mercado de Geração Distribuída (GD).
Dessa maneira, essa modalidade cria pequenas usinas de até 5 MW para abater a conta de luz de grandes clientes corporativos. Assim, o seu retorno financeiro fica protegido das variações de preço do mercado livre e a obra fica pronta em menos de um ano.
Projetos para Grandes Fundos (Acima de R$ 500 Milhões)
Por outro lado, se a sua empresa ou grupo gerencia valores acima de R$ 500 milhões, a melhor opção técnica é montar um portfólio híbrido com as duas fontes para reduzir riscos. Portanto, dividir o dinheiro entre parques eólicos e fazendas solares traz uma grande segurança para o seu faturamento de longo prazo.
Mientras a produção do sol atende os clientes no horário comercial de trabalho, a força do vento durante a noite garante o fornecimento para indústrias pesadas no Mercado Livre de Energia.
Dessa forma, essa divisão inteligente protege o seu caixa contra anos de seca ou falta de vento, garantindo ganhos firmes de 18% a 22% ao ano. Em suma, o sucesso com fontes limpas depende de um fato claro: o clima do terreno e a qualidade da rede elétrica definem o lucro real do seu negócio de energia.
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