O investimento feito com a força do vento funciona por meio de cooperativas ou grupos de investimento coletivo na internet (crowdfunding). Desse modo, pessoas comuns e empresas colocam dinheiro para construir usinas de energia eólica. Em tempo, elas recebem uma parte dos lucros que vêm da venda da eletricidade produzida.
De acordo com os dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL, 2024), esse tipo de produção simplificada cresce mais de 20% ao ano no Brasil. Por isso, esse modelo traz um ganho estimado entre 12% e 18% ao ano (EPE, 2024). Na prática, esse rendimento é bem maior do que a poupança e outros investimentos parecidos de renda fixa.
Hoje em dia, a produção dessa eletricidade limpa não acontece apenas nos grandes parques do Nordeste. Qualquer pequeno investidor pode lucrar com essa fonte sem precisar instalar uma torre pesada no próprio telhado. Afinal, o jeito mais fácil de começar é pela geração compartilhada, um modelo que segue as regras da Resolução Normativa nº 1.000/2021 da ANEEL.
Funcionamento dos projetos divididos
Nesse mercado, empresas de engenharia constroem pequenas usinas de energia eólica em locais estratégicos. Essas regiões contam com ventos fortes e constantes durante a maior parte do ano. Por isso, o investidor comum adquire cotas desses projetos por meio de sites autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Depois disso, a eletricidade criada pelas grandes hélices vai direto para a rede de luz da cidade. Logo, essa operação gera créditos que são vendidos para comércios ou casas que querem pagar menos na conta mensal. Dessa maneira, o lucro limpo da usina é distribuído proporcionalmente aos cotistas em forma de dividendos mensais.
Segurança e estabilidade do mercado
Na prática, quem entra no projeto vira uma espécie de sócio de uma usina de verdade. Além disso, a grande vantagem desse negócio é que os ganhos são muito previsíveis. Os contratos de compra e venda dessa energia de longo prazo (PPA) costumam durar de 10 a 20 anos, garantindo assim um fluxo de caixa constante.
Desta forma, as regras do setor no Brasil já são bem claras e seguras. Se você quiser acompanhar de perto as regras e fiscalizações atuais desse mercado, vale a pena acessar diretamente o portal da ANEEL. Por consequência, começar a investir se tornou algo muito mais simples e seguro do que era no passado.
Para quem deseja entender se esse modelo de negócio realmente gera retornos satisfatórios em menor escala, recomendamos ler o nosso artigo completo que explica em detalhes se a Energia Eólica Residencial Dá Lucro?.
Do mesmo modo, a evolução dos equipamentos ajudou a baixar os custos da energia eólica. Antigamente, consertar essas máquinas era muito caro e o rendimento era baixo, o que afastava as pessoas comuns.
Contudo, com o uso de novas tecnologias e peças mais modernas, as despesas do dia a dia caíram bastante. Em virtude disso, sobrou mais lucro para ser repassado de forma justa para o bolso dos pequenos investidores.
Retorno financeiro e quanto rende a energia eólica
Na ponta do lápis, os grupos que investem em energia eólica dividida trazem resultados muito bons. Certamente, esses ganhos se destacam quando são comparados com o dinheiro que vem do aluguel de imóveis ou de fundos de bancos tradicionais.
Segundo os dados de mercado da Empresa de Pesquisa Engenharia (EPE, 2024), o retorno médio fica entre 12% e 15% ao ano. Esse valor já vem limpo, ou seja, com as taxas de administração da usina já descontadas.
Por sua vez, o tempo para recuperar todo o dinheiro colocado no negócio varia de 5 a 7 anos. Esse prazo depende bastante da qualidade das turbinas e do preço da luz cobrado na região onde o projeto foi construído.
| Indicador Financeiro | Média de Mercado (Eólica Compartilhada) | Fonte dos Dados |
| Ganho por Ano | 12% a 18% a.a. | (EPE, 2024) |
| Tempo de Retorno | 5 a 7 anos | (ANEEL, 2024) |
| Tempo dos Contratos | 15 a 20 anos | (CCEE, 2025) |
| Valor Mínimo | A partir de R$ 1.000,00 | (CVM, 2025) |
Comparativamente, enquanto um imóvel alugado rende quase sempre cerca de 0,5% ao mês (IBGE, 2024), os projetos com o vento costumam pagar médias de 1,1% a 1,4% ao mês.
Toda essa renda vem do consumo real de eletricidade das pessoas. Como a luz é um serviço básico que sobe todo ano junto com a inflação (IPCA ou IGPM), o poder de compra do investidor fica protegido contra as crises do país.
Proteção do dinheiro contra crises
Além disso, a estabilidade dos ganhos com a energia eólica acontece por motivos práticos. A busca por eletricidade não cai quando a bolsa de valores cai.
Mesmo em momentos de crise financeira, as indústrias, as lojas e as famílias continuam usando luz diariamente. Desse modo, o pagamento mensal previsto nos contratos de longo prazo continua acontecendo sem grandes sustos.

Vantagens em relação aos investimentos comuns
Outro ponto positivo na hora de calcular os lucros é o incentivo que o governo dá para o setor de infraestrutura.
Embora o dinheiro que vem desses grupos tenha regras próprias de impostos, o ganho final costuma valer muito a pena. Com efeito, ele supera os juros pagos por títulos públicos e investimentos em bancos tradicionais.
Passo a passo para investir em energia eólica sem complicações
Para entrar nesse mercado e aproveitar os lucros da energia eólica sem precisar montar nenhuma estrutura em casa, o investidor deve seguir alguns passos simples.
1. Procure um site oficial de investimentos
O primeiro passo é buscar páginas de investimentos coletivos que tenham o selo de autorização da CVM.
Portanto, certifique-se sempre de que o site escolhido já entregou outros projetos parecidos. Vale a pena pesquisar o que os outros usuários dizem e olhar o histórico da empresa na internet.
2. Olhe os detalhes do projeto de energia eólica
Antes de colocar o seu dinheiro, leia o papel com as regras da usina de energia eólica.
Confira, por exemplo, a localização geográfica exata, pois estados do Nordeste e do Sul têm ventos melhores. Além disso, veja se o projeto tem todas as licenças da natureza em dia e se a marca das máquinas é conhecida.
3. Veja quem vai comprar a energia eólica produzida
Descubra quem vai pagar pela eletricidade gerada pelas hélices de energia eólica.
Os projetos mais seguros vendem para grandes indústrias, pois o risco de calote fica muito menor, o que traz mais segurança para o dinheiro que você espera receber.
4. Coloque o dinheiro e acompanhe os lucros
Depois de assinar o contrato pela internet, você já pode acompanhar tudo pelo celular ou computador.
A maior parte das empresas modernas oferece um painel simples na internet. Assim, fica fácil ver quanta energia foi gerada no mês e acompanhar o dinheiro caindo direto na sua conta do banco.
Como evitar problemas usando a transparência
De fato, a honestidade das informações deve ser o ponto mais importante na hora de escolher um projeto. Para entender melhor o planejamento oficial do governo e os estudos para o futuro de longo prazo das usinas brasileiras, você pode consultar o site da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Por isso, fuja de ofertas que prometam lucros fáceis e muito acima das médias divulgadas. Da mesma forma, desconfie se esconderem os custos com manutenção das torres. Afinal, um negócio saudável de energia eólica detalha todas as contas de forma clara.
Comparativo: energia eólica vs. energia solar
Uma dúvida muito comum de quem começa a investir é a diferença entre as duas principais fontes limpas do Brasil. Ambas são ótimas para gerar renda, mas funcionam de jeitos diferentes.
Se você está indeciso sobre qual dessas duas tecnologias traz os melhores resultados para a sua carteira, acesse agora o nosso Guia de Energias Renováveis: Solar ou Eólica para Investimento e faça a escolha certa.
- Horário de Produção: Os painéis solares só produzem energia durante o dia. Por outro lado, a energia eólica costuma funcionar melhor durante a noite e a madrugada, já que os ventos ficam mais fortes nesses horários. Assim, as duas fontes se ajudam.
- Aproveitamento da Força: As grandes torres de energia eólica conseguem aproveitar mais de 50% da força do vento no Brasil (CCEE, 2025). Por outro lado, os painéis solares aproveitam de 18% a 25% do total, pois dependem da luz do dia e sofrem com dias nublados.
- Tamanho e Instalação: É impossível montar uma torre de vento na cidade por causa do barulho e do tamanho. Por esse motivo, essa fonte exige o modelo compartilhado no campo, enquanto as placas solares se adaptam facilmente a telhados individuais.
Misturar as duas fontes para ganhar mais
Para quem quer viver de renda passiva, a combinação de ambas as fontes representa a estratégia ideal de blindagem patrimonial. Enquanto a força do sol garante bons ganhos no verão, a energia eólica funciona melhor nos meses de inverno e frio, quando os ventos aumentam no litoral. Dessa forma, você garante uma renda equilibrada o ano inteiro.
Tempo de duração das máquinas
Outro detalhe importante é a vida útil dos equipamentos. As placas solares vão perdendo a força aos poucos ao longo de 25 anos.
Por outro lado, as usinas de energia eólica precisam de consertos e trocas de peças mais constantes nas engrenagens. Todavia, elas mantêm o potencial de entrega constante por muito mais tempo, desde que passem pelas revisões corretas.
Perguntas frequentes sobre o mercado de energia eólica
Quais são os principais riscos desse investimento?
Os riscos são o clima (ficar uma temporada com menos vento), problemas nas máquinas e calotes dos compradores. No entanto, esses problemas são resolvidos por seguros contratados pelas administradoras para proteger o negócio (CCEE, 2025).
Preciso pagar Imposto de Renda sobre a energia eólica?
Sim. Os ganhos que vêm desses grupos de investimentos pagam imposto direto na fonte. A cobrança segue a tabela regressiva da renda fixa, ou seja, a taxa cai de 22,5% para 15% dependendo de quanto tempo o seu dinheiro ficar guardado no projeto.
Qual o valor mais baixo para começar a investir?
Usando o modelo de cotas em sites autorizados pelo governo, existem projetos que aceitam investimentos a partir de R$ 1.000,00. Logo, isso facilita o acesso de qualquer pessoa a um mercado que antes era exclusivo para grandes fundos de investimentos.
A subida do dólar pode atrapalhar o projeto?
Como muitas peças das torres vêm de fora do país, o início da construção das usinas pode ficar mais caro se o dólar subir. Porém, depois que a usina fica pronta e começa a girar, os lucros sobem junto com a inflação, eliminando esse problema para o investidor.
O que acontece se o site de investimentos quebrar?
As torres, os fios e os terrenos pertencem a uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), e não ao site que juntou as pessoas. Portanto, se o site fechar, a propriedade jurídica continua sendo dos investidores, que podem se reunir para escolher uma nova empresa para cuidar dos pagamentos.
Próximos passos para o seu aprendizado
O mercado que cuida do futuro do planeta cresce muito rápido no Brasil. Se você quer entender mais sobre o assunto antes de colocar o seu dinheiro em projetos de energia eólica, continue estudando. Aproveite para ler nosso texto sobre como funcionam os contratos no mercado livre de energia. Se você ainda tem alguma dúvida sobre como funcionam as cotas de investimento, escreva nos comentários logo abaixo que nós te ajudamos.
Fontes e Referências
- AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA (ANEEL). Relatório de Expansão da Geração Distribuída no Brasil. Brasília: ANEEL, 2024.
- CÂMARA DE COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (CCEE). Boletim Mensal de Geração e Fator de Capacidade das Matrizes Renováveis. São Paulo: CCEE, 2025.
- COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM). Regulamentação do Crowdfunding de Investimento no Mercado de Capitais. Rio de Janeiro: CVM, 2025.
- EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). Plano Decenal de Expansão de Energia. Rio de Janeiro: MME/EPE, 2024.
- INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Indicadores de Aluguel. Rio de Janeiro: IBGE, 2024.
- MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA (MME). Resenha Energética Brasileira. Brasília: MME, 2024.
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